Eu e Eu
Ontem saí para andar…
Fui até a praia ver como o mar estava, se estava bom para se jogar ou com a água um tanto agitada. Naquele cenario maravilhoso encontrei um menino que fixava seu olhar a um horizonte distante, ao qual não consegui imaginar até que altura podia alcançar, parei a observá-lo e percebi sua busca por algo que só ele sabia o que era.
Me fui de lá, apanhei o ônibus e passei a me deleitar com a beleza estranha de nossa cidade. Um menino adentrou ao transporte, passou por toda a extremidade e se dirigiu a uma cadeira vaga. Observei enquanto ele ainda andava, seu bolso enpanturradi de papéis e envelopes que de tão grandes saltavam fora. Pensei nas tarefas que aquele garoto talvez acabara de realizar, ps compromissos que podia ter, obrigações de gente grande, de pagar contas em bancos e entender todo esse universo trabalhador muito cedo. Ao certo aquele garoto se orgulhava , pelo menos já ajudava sua mãe e ao passo que perdia uns míseros minutos de sua infancia se aproveitava e ja se alimentava de tanta responsabilidade.
No caminho de casa, pensei antes em passar no estádio de futebol onde vivi boa parte de minha infanto-adolescência. No treino dos garotos um deles chamou-me atenção, ele era o que mais corria, o que mais gritava, o que mais brigava e o que mais procurava corrigir qualquer deficiência sua em relação ao futebol. Sentado na sombra de uma mangueira vi o treinamento acabar, porém aquele garoto não desceu ao vestiário, pelo contrario, ele ficou correndo em volta ao campo tentando dominar a bola com sua perna esquerda durante muito tempo. Aquilo me saltou os olhos. O esperei acabar para poder conhecê-lo melhor. Conversando com ele, descobri que não era muito bom com aquela perna e que ficava sempre treinando sempre masi pra chegar até onde ele acreditava estar bom. Paguei-lhe um picolé, brinquei um pouco e segui meu caminho me despedindo e tirando uma lição: sempre devemos estar cientes de nosso defeitos e sempre procurar melhorá-los ou pelo menos tentar.
Saindo de lá decidi ir até a melhor escola do mundo, a que eu estudei durante desde o Jardim 2 até o ultimo ano do ensino médio – ainda não consegui me desligar daquele lugar. Visitei professores antigos, admirei as instalações do colégio novamente e percebi o toque do recreio soar. Quando isso aconteceu achei melhor esperar a agitação passar e depois continuar meu passeio. Algo me impulsionou a observar em um grupo de alunos, um garoto que apesar de parecer bem novo atraia atenção de algumas pessoas falando sobre diversos assuntos que pareciam estar bem a frente de sua idade, ele caminhava sempre por duas fiéis escudeiras , era como se fosse o trio perfeito onde a brincadeira e o carinho parecia prevalecer – porem, com uma das gatinhas ele pareciar namorar, será que namorava e não sabia?! Esperia acabar o recreio e fui andando para casa, afinal tinha passado todo o dia fora.
Antes parei na esquina de minha rua onde encontrei muitos “amigos”,muleques, colegas, vagabundos( chame do que quiser o que importa é o que eles são por dentro), e aquilo tudo me fez bem, finalizou meu dia com bastante alegria, o simples fato de parar na rua, trocar poucas palavras sobre assuntos sem importância e olhar o movimento me fez feliz.
Enfim cheguei a minha casa, estava feliz porem cansado. Tomei um bom banho, deixei a água cair sobre minha cabeça e me deparei frente ao espelho – olhando parado, fixo naquela imagem, naquele rosto – percebendo que aquele menino de toda a viagem me acompanhou até em casa, até meu espelho, até meu reflexo.
keka disse,
Janeiro 18, 2008 às 4:46 pm
desse menino aí tenho tanto orgulho. e ele ainda vai ser professor de história.
vivi disse,
Janeiro 20, 2008 às 7:26 pm
importante:
autor: paulo carpegiane.
REDATORA: VIVIANE ALMEIDA.
hehehe!